sexta-feira, 13 de março de 2009


Encontro em Poznan
«Daqui a um ano haverá um Encontro Europeu. Realizar-se-á numa cidade onde somos muito esperados e cujo acolhimento será caloroso. O Arcebispo desta cidade encontra-se esta noite aqui connosco. O próximo Encontro Europeu terá lugar entre 29 de Dezembro e 2 de Janeiro na Polónia, na cidade de Poznan.»
irmão Alois em Bruxelles, no final de 2008


Encontro Europeu de Poznan
Programa provisório
Passar cinco dias com dezenas de milhares de jovens de toda a Europa e de outros continentes…
…redescobrir a Igreja como fermento de comunhão na família humana.

Descobrir um povo e a sua cidade através de encontros pessoais…
…preparar um futuro de paz para além dos muros que nos separam.

Rezar juntos com cânticos e em silêncio…
…abrir-se à beleza de uma vida interior e de uma comunhão em Deus.

Ser acolhidos por jovens, famílias e paróquias de toda a região de Poznan…
…procurar um sentido para a vida e viver o Evangelho no meio dos desafios do nosso tempo.

Começar ou continuar uma «Peregrinação de Confiança» na própria vida…
Terça-feira 29 de Dezembro
De manhã: chegada aos diferentes locais de acolhimento no centro de Poznan. Cada um recebe o programa do Encontro, um passe para os transportes públicos, a senha para almoço e jantar no Parque de Exposições (MTP) e um mapa para poder ir à paróquia onde será acolhido. Depois há um acolhimento nas paróquias, onde cada um será enviado à sua família de acolhimento. Por volta das 17h30: jantar na MTP. Por volta das 19h: oração comunitária na MTP. Regresso às casas das famílias.
Quarta-feira 30 de Dezembro
8:30: Oração comunitária nas paróquias de acolhimento, seguida de encontros em pequenos grupos e com pessoas empenhadas na vida da paróquia ou do bairro. Por volta das 12h: almoço na MTP. Por volta das 13h: oração comunitária na MTP. À tarde: workshops à escolha na MTP e em diferentes lugares da cidade de Poznan, com temas sobre a vida interior, questões da sociedade, etc. Por volta das 17h30: jantar na MTP. Por volta das 19h: oração comunitária na MTP. Regresso às casas das famílias.
Quinta-feira 31 de Dezembro
Como na quarta-feira 30 de Dezembro e depois 23h: nas paróquias, oração pela paz seguida de uma «festa dos povos». Por volta das 2h da manhã: regresso às casas das famílias.
Sexta-feira 1 de Janeiro 2009
Participação nas celebrações das paróquias de acolhimento e depois almoço nas famílias de acolhimento. À tarde, na MTP e em diferentes lugares da cidade de Poznan: encontros por países. Por volta das 17h30: jantar na MTP. Por volta das 19h: oração comunitária na MTP. Regresso às casas das famílias.
Sábado 2 de Janeiro de 2010
8:30: Oração comunitária nas paróquias de acolhimento. A partir das 12h: partida.

terça-feira, 10 de março de 2009


Virgílio José Gaspar Pereira (1900-1965) nascido em Vilela, a 7 de Outubro. A Banda Musical de Vilela, a mais antiga Associação de Paredes, foi fundada por seu Pai, o Prof. António Gaspar Pereira. Funda o Orfeão Infantil do Porto, apenas com 19 anos, sendo, já nessa altura, prof. Primário e Director da Escola Anexa Normal do Porto. No seu percurso musical, fundou e dirigiu o Orfeão Castro Araújo, em Lordelo; Orfeão Oliveira Martins; Coro infantil do Porto; grupo coral Pequenas Cantoras de Portugal, mais conhecido como Pequenas Cantoras do Postigo do Sol; Foi Director do Orfeão do Porto (1951-1958); Teve a seu cargo o Conservatório, o Orfeão e o Coro Etnográfico da Covilhã. A par desta actividade, fez também trabalhos de recolha sobre o Cancioneiro no Interior do País. Foi agraciado com o Grau de Cavaleiro da Ordem da Instrução Pública.

- Padre João Mateus (1867-1955) nascido em Beire a 26 de Setembro, foi Abade de Vilela entre 1891 e 1955 e Vigário da Vara entre 1909 e 1955. Pelo muito bem que fez, pelas muitas saudades que deixou a todos quantos o conheceram, tem um busto erigido ao lado da Igreja do Mosteiro de Vilela. Dentre os vários milagres operados, em vida, conta-se que, estando um dia, um lavrador, a querer subir uma ladeira com um carro de bois carregado, por muito que o homem se esforsasse e batesse nos animais, a verdade que eles, coitados, por muito esforço que fizessem, caiam de joelhos, escorregavam e no conseguiam levar a sua tarefa a bom termo. Estando a passar nesse momento, o Padre João Mateus meteu pés ao caminho indo ter com o homem e os seus bois e, começando a falar com os animais vamos boisinhos, há que fazer o nosso trabalho; vamos que eu ajudo a verdade que os bois começaram a subir pela encosta escorregadia, com o Padre a seu lado, só parando lá no topo.

segunda-feira, 9 de março de 2009







sugestõespara o tempo quaresma




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Prepara Páscoa


Desde a antiguidade que a Quaresma foi sempre vivida como tempo muito intenso de preparação para a Páscoa, tendo a Igreja em mente especialmente duas categorias de pessoas: os catecúmenos, na sua preparação para o baptismo, na Vigília Pascal; e os penitentes, aqueles cristãos que, por causa de pecados graves, especialmente públicos, deviam reparar o mal feito e dar sinais de arrependimento e de mudança de vida, que se preparavam para a reconciliação com a Igreja e para o perdão, em cerimónia que se realizava na Quinta-feira Santa. Mas, em comunhão espiritual com eles, era toda a Igreja que se colocava em atitude de penitência, que se exprimia na oração, no jejum e na esmola, como forma de preparação para a Páscoa, onde o mistério da redenção, - que é a graça que o Senhor nos trouxe com a sua paixão, morte e ressurreição -, não dispensa, antes exige e pressupõe a colaboração do homem, portanto, uma disposição interior do coração que se manifesta exteriormente nesses exercícios quaresmais: a oração, o jejum, e a esmola. Estes exercícios quaresmais são a tradução e o alargamento para todos os cristãos das mesmas atitudes de Jesus nos quarenta dias que Ele passou no deserto, em oração e em jejum, imediatamente a seguir ao seu baptismo e como preparação para a Sua vida pública, quando, com palavras e gestos cheios de autoridade, anunciou e mostrou já presente o Reino de Deus. Por isso, a Quaresma inspira-se nessa Quaresma de Jesus, a qual, por sua vez, recapitula a Quaresma (quarenta anos) do Povo de Deus peregrinando pelo deserto, e a Quaresma de Elias (quarenta dias) pelo deserto a caminho do Monte de Deus. É muito importante que os católicos tomem consciência da importância deste tempo. Infelizmente hoje em dia, em que domina o que os antigos chamavam respeito humano, ou seja, aquela timidez ou acanhamento em manifestar publicamente a própria fé, o que hoje acontece sob uma outra etiqueta, do política e culturalmente correcto, do medo de ser acusado de fundamentalismo, no pressuposto da laicidade ou do laicismo do Estado e dos espaços públicos!... Ora é muito importante redescobrir e viver eu diria mesmo os rituais do tempo quaresmal, que nos convida ao jejum e à abstinência, à oração, à esmola, em suma, à penitência. Um sinal muito simples é respeitar a abstinência à sexta-feira (antigamente era mesmo jejum, às quartas, sextas e sábados, e até, durante todo o ano, antes de qualquer festa), quando não comer carne e optar por peixe significa uma atitude interior de quem procura viver não segundo a carne ou os critérios do mundo (segundo as belas expressões de S. Paulo e de S. João), mas segundo o pensamento de Deus e a sua lei. Um dia, e isto fora da Quaresma, fui numa sexta-feira almoçar a um restaurante com amigos. Eu pedi evidentemente peixe; e verifiquei que um grupo relativamente numeroso tinha provocado um certo pânico na cozinha, porque, por ser sexta-feira, tinha pedido peixe, em vez de carne. São coisas simples, que da simplicidade consiste a nossa existência, que precisa de sinais. O Santo Padre Bento XVI publicou no ano passado a sua obra Jesus de Nazaré, e ainda muito recentemente a sua segunda encíclica sobre a Esperança. Seria bom que, durante a Quaresma, lêssemos as suas meditações, que seria uma excelente companhia, para nos introduzirmos, com ele, no mistério de Jesus Cristo. S. Paulo tem uma frase que tudo sintetiza quando diz: Ele amou-me e entregou-se por mim (Gal 2, 20). E S. Francisco Xavier conta numa carta dirigida a Sto. Inácio o seu encontro com um nobre do Japão, do qual ficou amigo, o qual lhe perguntava: Mas tu deixaste o Colégio de Sta. Bárbara, em Paris, foste para Roma, de lá para Lisboa, de Lisboa para a Índia e até ao Japão, percorrendo milhares de milhas só para me dizeres que Deus me ama? Não há mais nada para me dizeres? Não há, respondeu o Santo! Pois que a Quaresma, vivida no espírito que a Igreja nos recomenda, seja este tempo oportuno de graça e de verdade, para descobrirmos e sentirmos quanto Deus nos ama, sendo sinal disso o mistério de Cristo, cujos passos da Paixão seguimos e meditamos nestes dias.José Jacinto Ferreira de Farias, scjJoseffarias@netcabo.pt











testemunhas de Cristo

Madre Teresa
O irmão Roger escreveu estas linhas em homenagem à Madre Teresa quando ela foi beatificada, em 2003.
Vivemos num mundo onde coexistem a luz e as trevas. Através da sua vida, a Madre Teresa convidava a escolher a luz. Ela abriu deste modo um caminho de santidade para muitas outras pessoas. A Madre Teresa tornou acessíveis estas palavras que Santo Agostinho escreveu, quatro séculos depois de Cristo: «Ama e di-lo com a tua vida». Antes de mais, é quando a confiança em Deus é vivida que ela se torna credível e se comunica.

Tive várias vezes a oportunidade de conversar com a Madre Teresa. Era possível, com frequência, discernir nela reflexos da santidade de Cristo. No Verão de 1976 a Madre Teresa visitou Taizé. A nossa colina estava cheia de jovens, vindos dos mais diversos países. Escrevemos juntos uma oração: «Ó Deus, Pai de cada ser humano, tu pedes a todos nós que levemos o amor aonde os pobres são humilhados, a reconciliação aonde os homens estão dilacerados, a alegria aonde a Igreja é abalada… Tu abres-nos este caminho para que sejamos fermentos de comunhão em toda a família humana.»

No mesmo ano, fui viver durante algum tempo, com alguns dos meus irmãos, entre os mais pobres de Calcutá. Ficámos instalados perto da casa da Madre Teresa, num bairro pobre, barulhento, repleto de crianças, em que a maioria da população era muçulmana. Fomos acolhidos por uma família cristã, cuja casa se encontrava numa encruzilhada de ruelas, pequenas lojas e modestas oficinas. A Madre Teresa vinha frequentemente rezar connosco. À tarde, por vezes pedia-me para a acompanhar nas visitas aos leprosos, que já só esperavam a morte. Ela procurava apaziguar as suas inquietudes.

Por vezes a Madre Teresa tomava iniciativas muito espontâneas. Um dia, quando regressávamos de uma visita aos leprosos, disse-me no carro: «Tenho um pedido a fazer-lhe. Diga-me que sim!» Antes de lhe responder, tentei saber do que se tratava, mas ela repetia: «Diga-me que sim!» Por fim explicou: «Diga-me que doravante trará o hábito branco durante todo o dia. É um sinal necessário nas situações do nosso tempo.» Eu respondi: «Está bem. Vou falar com os meus irmãos e sempre que possível porei o hábito.» Então pediu às suas irmãs para me fazerem um hábito branco e ela própria quis coser uma parte.

A Madre Teresa tinha uma atenção especial pelas crianças. Sugeriu-me que fosse todas as manhãs a uma casa para crianças que não tinham esperança de sobreviver, com um dos meus irmãos que é médico, para tratarmos das que estavam mais doentes. Desde o primeiro dia, reparei numa menina de quatro meses. Disseram-me que ela não teria forças para resistir aos vírus do Inverno. E a Madre Teresa disse-me: «Leve-a para Taizé. Lá ela poderá receber o tratamento de que precisa.»

No avião, durante a viagem de regresso a França, a criança, chamada Marie, não estava nada bem. Quando chegámos a Taizé, pela primeira vez ela começou a tagarelar como uma criança feliz. Nas primeiras semanas, dormia muitas vezes ao meu colo enquanto eu trabalhava. Depois, pouco a pouco, foi recuperando as forças. Foi então viver numa casa próxima da nossa. A minha irmã Geneviève, que anos antes tinha acolhido outras crianças em Taizé como se fossem seus filhos, recebeu-a em sua casa. Sou o seu padrinho de baptismo e tenho por ela um amor de pai.

Alguns anos mais tarde, a Madre Teresa voltou a Taizé num domingo de Outono. Durante uma oração, expressámos juntos uma preocupação que hoje permanece actual: «Em Calcutá há sítios visíveis onde as pessoas morrem, mas, em numerosos países, há muitos jovens que se encontram em sítios invisíveis onde as pessoas também morrem. Estão marcados por fracturas, por rupturas afectivas ou pela inquietação em relação ao seu futuro. Neles, a inocência da infância ou da adolescência foi ferida por situações de ruptura. Alguns deles, desanimados, questionam-se: Para quê viver? A vida ainda terá sentido?»

Com dois dos meus irmãos, fui a Calcutá para participar nas suas exéquias. Queríamos dar graças a Deus pela sua vida oferecida e cantar com as suas irmãs, em espírito de louvor. Junto do seu corpo, lembrava-me que tínhamos em comum esta certeza: a comunhão com Deus estimula a aliviar o sofrimento humano. Sim, quando ajudamos outras pessoas nas suas provações é Cristo que encontramos. Não é ele que nos diz: «O que fizerdes aos mais pequeninos é a mim, Cristo, que o fazeis»?

quarta-feira, 4 de março de 2009


São Josemaría Escrivá de Balaguer

Nascimento
9 de Janeiro de 1902 em Barbastro, Aragão, Espanha
Falecimento
26 de Junho de 1975 em Roma, Itália
Venerado pela
Igreja Católica
Beatificado
17 de maio de 1992., Vaticano por: Papa João Paulo II
Canonizado
6 de outubro de 2002, Vaticano por: Papa João Paulo II
Festa litúrgica
26 de Junho
"O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação."S. Josemaría Escrivá de Balaguer
Portal dos Santos