quarta-feira, 6 de maio de 2009


Orações do Anjo


“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".


"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, pevo-Vos a conversão dos pobres pecadores”.


Oração de Nossa Senhora
A vidente Lúcia (Irmã Lúcia) conta na 4.ª Memória (livro da autoria da Irmã Lúcia) que Nossa Senhora em 13 de Julho de 1917 recomendou:


“Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria!”
Na mesma aparição, Nossa Senhora acrescentou:
“Quando rezais o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem”.

Consagração a Nossa Senhora
Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo(a) a Vós, e em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia e para sempre, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou Vosso(a), ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.
Lembrai-Vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora Nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa.

Consagração ao Coração Imaculado de Maria
Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vosso Coração Imaculado nos consagramos, em acto de entrega total ao Senhor. Por Vós seremos levados a Cristo. Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai. Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia que Jesus Cristo é o Enviado do Pai. Com Ele queremos levar o Amor e a Salvação até aos confins do mundo. Sob a protecção do Vosso Coração Imaculado seremos um só povo com Cristo. Seremos testemunhas da Sua ressurreição. Por Ele seremos levados ao Pai, para glória da Santíssima Trindade, a Quem adoramos, louvamos e bendizemos. Amen.

quinta-feira, 16 de abril de 2009


Nuno Álvares Pereira (O. Carm.), também conhecido como o Santo Condestável, Beato Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun'Álvares (Cernache do Bonjardim, 24 de Junho 13601 de Novembro 1431) foi um general português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. Nuno Álvares Pereira foi também 2.º conde de Arraiolos, 7.º conde de Barcelos e 3.º conde de Ourém.
Camões, em sentido literal ou alegórico, explícito ou implícito, faz referência ao Condestável nada menos que 14 vezes em «Os Lusíadas».
Uma escultura sua encontra-se no Arco da Rua Augusta, na Praça do Comércio, em Lisboa e no castelo de Ourém.



O génio militar de Nuno Álvares Pereira foi decisivo na Batalha de Aljubarrota.
Nuno Álvares Pereira nasceu nos Paços do Bonjardim, na vila de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, mas há também historiadores que defendem que ele nasceu em Flor da Rosa, concelho do Crato. É um dos 26 filhos conhecidos do prior do Crato, D. Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal (Alentejo).
Casou com Leonor de Alvim a 1377 em Vila Nova da Rainha, freguesia do concelho de Azambuja.
Quando o rei Fernando de Portugal morreu em 1383, sem herdeiros a não ser a princesa Beatriz casada com o rei João I de Castela, Nuno foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de João, o Mestre de Avis à coroa. Apesar de ser filho ilegítimo de Pedro I de Portugal, João afigurava-se como uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de Álvares Pereira frente aos castelhanos na batalha dos Atoleiros em Abril de 1384, João de Avis nomeia-o Condestável de Portugal e Conde de Ourém.
A 6 de Abril de 1385, João é reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra como Rei de Portugal. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em Castela. João de Castela invade Portugal com vista a proteger os interesses de sua mulher Beatriz. Álvares Pereira toma o controlo da situação no terreno e inicia uma série de cercos a cidades leais a Castela, localizadas principalmente no Norte do país.
A 14 de Agosto, Álvares Pereira mostra o seu génio militar ao vencer a batalha de Aljubarrota à frente de um pequeno exército de 6000 portugueses e aliados ingleses, contra as 30 000 tropas castelhanas. A batalha viria a ser decisiva no fim da instabilidade política de 1383-1385 e na consolidação da independência portuguesa. Finda a ameaça castelhana, Nuno Álvares Pereira permaneceu como condestável do reino e tornou-se Conde de Arraiolos e Barcelos. Entre 1385 e 1390, ano da morte de João de Castela, dedicou-se a realizar raides contra a fronteira de Castela, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.
Do seu casamento com Leonor de Alvim, o Condestável teve 3 filhos, mas apenas uma filha teve descendência, Beatriz Pereira de Alvim, que se tornou mulher de Afonso, o primeiro Duque de Bragança, dando origem à Casa de Bragança, que viria a reinar três séculos mais tarde. Lembrado como um dos melhores generais portugueses, abraça, nos últimos anos, a vida religiosa carmelita.

Vida religiosa

Nos últimos anos da sua vida Nuno Álvares Pereira recolheu-se no Convento do Carmo, onde morreu.
Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, que fundara como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí permanece até à morte, ocorrida em 1 de Novembro de 1431, com 71 anos.
Durante o seu último ano de vida, o Rei D. João I fez-lhe uma visita no Carmo. D. João sempre considerou que fora Nuno Álvares Pereira o seu mais próximo amigo, que o colocara no trono e salvara a independência de Portugal.
O túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído no Terramoto de 1755. O seu epitáfio era: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
Há uma história apócrifa, em que Dom João de Castela teria ido ao Convento do Carmo encontrar-se com Nun'Álvares, e ter-lhe-á perguntado qual seria a sua posição se Castela novamente invadisse Portugal. O irmão Nuno terá levantado o seu hábito, e mostrado, por baixo deste, a sua cota de malha, indicando a sua disponibilidade para servir o seu país sempre que necessário.

Beatificação e Canonização
Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV. O seu dia festivo é 6 de Novembro. O processo de canonização foi iniciado em 1940, tendo sido interrompido posteriormente. Em 2004 foi reiniciado. No Consistório de 21 de Fevereiro de 2009, o Papa Bento XVI anunciou para 26 de Abril de 2009 a canonização do Beato Nuno de Santa Maria, juntamente com 4 outros novos santos.[1] Este Consistório é um acto formal no qual o Papa pede aos Cardeais para confirmarem os processos de canonização já concluídos. O processo referente a Nuno Álvares Pereira encontrava-se concluído desde a Primavera de 2008.

SANTO ANTONIO DE LISBOA



Santo António de Lisboa O.F.M.Conv.

Estampa de Santo António, envergando o traje dos frades menores e segurando o Menino Jesus.
Doutor da Igreja (Doctor Evangelicus)
Nascimento
of. 15 de Agosto de 1195 em Lisboa, Portugal
Falecimento
13 de Junho de 1231 em Pádua, Itália
Venerado pela
Igreja Católica
Beatificado
1232, Roma
Canonizado
30 de Maio de 1232, Catedral de Espoleto por: Papa Gregório IX
Principal templo
Basílica de Santo António de Pádua, Pádua, Itália
Festa litúrgica
13 de Junho
Atribuições
livro, pão, Menino Jesus e lírio
Padroeiro:
Portugal, Lisboa, Pádua, pobres, mulheres grávidas, casais, pessoas que desejam encontrar objectos perdidos, oprimidos, entre outros

terça-feira, 14 de abril de 2009

BANDA DE VILELA



A Associação Recreativa e Musical de Vilela, tem a sua sede na freguesia de Vilela, conselho de Paredes, Distrito do Porto, e tal como a maioria das suas congéneres, nasceu à sombra da Igreja para solenizar as cerimónias litúrgicas.Foi fundada em 1860 pelo Padre Reitor da aldeia José Machado e pelo senhor Bernardino Magalhães que foi o seu primeiro contamestre, tendo como primeiro regente o Padre Cardoso, pároco de Duas Igrejas, freguesia vizinha.A Banda de Música inicialmente era composta por 26 elementos e foi intitulada como Banda de Santo Estêvão de Vilela. Em 1890 o Prof. António Gaspar Pereira assume a direcção artística da Banda até 1917, data em que se vive uma grande crise económica mundial, a Banda passa a ser vinculada à fábrica de Boa Nova passando a ser designada com o nome de Banda da Boa Nova de Vilela, sendo o seu maestro o Sr. Américo Presa, filho da terra. Com a crise económica de então, os músicos passaram a ser funcionários na referida fábrica.Como historial de actuações, a banda tem-se pautado sempre com brilhantes concertos nas diversas regiões do país e estrangeiro, nomeadamente em Espanha e França. Tem participado em diversos certames e concursos de Bandas ao longo da sua existência, tendo granjeado sempre notáveis actuações de que são dignos de registo e memória, entre as quais em 1935 num concurso de 8 bandas entre Douro e Minho, ficou em primeiro lugar.No ano de 1979, a Banda deixou de estar vinculada à fábrica atrás mencionada e é fundada a Associação Recreativa e Cultural de Vilela, estando a funcionar até aos nossos dias.Actualmente a opinião pública coloca as suas actuações entre as melhores bandas civis do país.Na sua história mais recente, passaram pela sua direcção artística Maestros dignos de memória, tais como: Capitão Pereira de Sousa, Maestro António Lopes director da Orquestra Sinfónica do Porto de então, 1º. Sargento Músico Daniel Silva, Prof. António Gomes, Prof. Miguel de Oliveira, João Gomes, 1º. Sargento Músico Manuel de Abreu Neto, entre outros.É seu director artístico José Ricardo Freitas, que estudou clarinete na Artave e na Esmae, o qual rege um grupo de trabalho constituído por 56 elementos, com idades compreendidas entre os 9 e os 78 anos, sendo uma grande percentagem deles, jovens de ambos os sexos, saídos da sua Escola de Música. Entre os componentes contam-se elementos com formação académica, para além dos que frequentam outros cursos, entre eles a Escola Superior de Música.
Contactos
Campos - Vilela4580 - PAREDES Porto Portugal Telefone: 255 872 559

segunda-feira, 13 de abril de 2009



«São cada vez mais numerosos os Portugueses que vêm a Taizé. Eles estão a preparar uma etapa da «peregrinação de confiança». Alegramo-nos por nos irmos encontrar no Porto em Fevereiro de 2010.» Irmão Alois na igreja da reconciliação, em Taizé, na noite de Páscoa de 2009.

ENCONTRO NO PORTO


Informações e programa
Peregrinação de confiança através da terra Encontro Ibérico de Jovens no Porto
No Carnaval de 2010, entre 13 e 16 de Fevereiro, vão reunir-se no Porto milhares de jovens para procurar juntos as fontes da alegria através:
de uma experiência de hospitalidade proporcionada pelas famílias da Invicta; da beleza de uma comunhão com Deus celebrada em orações comunitárias; da descoberta de iniciativas que visam dar um rosto mais humano à sociedade; do encontro com jovens vindos de horizontes muito diversos; da reflexão bíblica e sobre a relação da fé com temas sociais, culturais ou artísticos; de uma vivência concreta em Igreja, em espírito de simplicidade, partilha e acolhimento.
Numa época em que o horizonte parece ficar mais sombrio para muitos, é importante que nos encontremos para voltar a afirmar a esperança que nos anima. Essa esperança alimenta-se da convicção de que pode nascer uma nova fraternidade entre os homens. Uma nova solidariedade pode renovar a vida das nossas sociedades… Como purificar em nós a fonte de esperança e de alegria? Não será, antes de mais, ao procurar descobrir a presença de um Deus de amor na nossa vida? Irmão Alois, durante o encontro em Bruxelas
Cristo, tu queres para cada um de nós uma vida de alegria, de felicidade evangélica. E a paz do nosso coração pode tornar bela a vida aos que nos rodeiam. Oração do irmão Roger
Mensagem do Bispo do Porto:
Caros amigos
A Páscoa do Senhor é a Páscoa da verdadeira alegria.
Como os primeiros discípulos ficamos «cheios de alegria» ao ver o Senhor das nossas vidas e da vida toda, pois venceu a própria morte, garantindo-nos a «vida em abundância».
Com Ele aprendemos que «há mais felicidade em dar do que em receber», sobretudo quando com Ele nos oferecemos ao Pai e aos irmãos, em louvor e serviço.
Esta é a alegria que nada nem ninguém nos poderá tirar.
O seu conteúdo é «a caridade que nunca acabará» e o Espírito infunde nos nossos corações.
Sabemos tudo isto, nós os cristãos, por graça e encargo do nosso Deus. Graças são encargos, para agradecermos a Deus e levarmos ao próximo.
Por isso no Carnaval de 2010 celebraremos no Porto, com os Irmãos de Taizé, «As fontes da alegria».
É uma altura de festas comuns, mas nós queremos que seja também e sobretudo da Festa que nunca acaba, no louvor, na partilha e no testemunho.
Espera-vos no Porto, o vosso irmão bispo,
+ Manuel Clemente
Programa provisório
Sábado 13 de Fevereiro 11:00-14:00 – Recepção e envio dos participantes às paróquias e às famílias de acolhimento 18:00 – Fórum musical de acolhimento 19:00 – Jantar 21:00 – Oração 23:00 – Regresso às famílias
Domingo 14 de Fevereiro Missa nas paróquias Descoberta da comunidade local (antes ou depois da missa) - Almoço com as famílias de acolhimento 16:00-18:00 – Workshops no centro da cidade 19:00 – Jantar 21:00 – Oração 23:00 – Regresso às famílias
Segunda-feira 15 de Fevereiro 09:00 – Oração nas paróquias Grupos de reflexão e partilha Descoberta dos sinais de esperança nas paróquias - Piquenique nas paróquias 14:15 – Oração nas igrejas do centro da cidade 16:00-18:00 – Workshops no centro da cidade 19:00 – Jantar 21:00 – Oração 23:00 – Regresso às famílias
Terça-feira 16 de Fevereiro 09:00 – Oração nas paróquias Grupos de reflexão e partilha Descoberta dos sinais de esperança nas paróquias - Almoço partilhado nas paróquias, com as famílias de acolhimento 16:00 – Partida
Informações práticas
O encontro dirige-se prioritariamente a jovens entre os 17 e os 35 anos. Os que têm 15 ou 16 anos podem participar no encontro desde que venham acompanhados por uma pessoa com mais de 20 anos (um responsável por cada dois jovens e uma responsável por cada duas jovens).
Esperamos que a maioria dos participantes seja acolhida em casas de famílias do Grande Porto. Todos devem trazer um pequeno colchão e saco-cama, para poderem dormir no chão. Os jovens deficientes devem indicar na sua inscrição que necessitam de alojamento adaptado.
A contribuição pedida cobre os custos das refeições, transportes e diferentes despesas relacionadas com o encontro. O seu valor será indicado posteriormente.
A inscrição no encontro faz-se neste site, a partir de Setembro. Data limite de inscrição: 15 de Janeiro.
Para mais informações: Encontro do Porto – Comunidade de Taizé 71250 Taizé, FRANÇA E-mail www.taize.fr/porto

MEDITAÇÃO DO IRMÃO ALOIS

O Evangelho de Páscoa fala-nos de uma mulher, Maria Madalena, que chora muito conturbada, como se a morte de Jesus tivesse selado o fracasso de todas as suas esperanças. No entanto, enquanto os apóstolos de Jesus permanecem fechados em casa com medo, ela vai ao túmulo. Esse gesto não expressa apenas o seu luto, mas também uma espera, por muito confusa que seja. É a espera de um amor, que o maior sofrimento não pode apagar completamente.
Então Jesus, o Ressuscitado, vem ter com ela. E vem de forma completamente inesperada, não triunfalmente, mas tão humildemente que ela nem o reconhece e pensa tratar-se do jardineiro.
E Jesus chama-a pelo seu nome, «Maria», o que vai fazer mudar tudo. Maria reconhece no seu coração a voz de Jesus. Ela volta-se para ele e chama-o: «Rabbuni, Mestre!» Começa nela uma vida nova; ela confia que Jesus está próximo, mesmo se a sua presença é agora diferente. Depois, o Ressuscitado envia-a: «Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que ressuscitei!» A sua vida recebe um sentido novo - ela tem agora uma missão para cumprir.
Também nós somos como Maria Madalena ao pé do túmulo. Como ela, há em nós uma espera; frequentemente há questões por resolver. Por vezes, vemos essa espera como algo que nos falta ou como um vazio. Expressamo-la talvez com clamores angustiados ou, sem palavras, com um simples suspiro. Dessa forma o nosso ser começa a abrir-se a Deus. É a espera, mesmo que confusa, de uma comunhão que nos faz viver desde já da confiança em Deus.
Então Cristo chama-nos pelo nosso próprio nome. Ele conhece pessoalmente cada um de nós. Diz-nos: «Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que ressuscitei! Transmite o meu amor através da tua vida.» O nosso mundo, onde há tantas pessoas desorientadas, precisa de mulheres e de homens que assumam o risco de avançar no caminho da fé e do amor. E a coragem de Maria Madalena estimula-nos. Uma mulher sozinha ousa ir ter com os apóstolos de Jesus para lhes dizer aquilo que é verdadeiramente incrível: «Cristo ressuscitou!» Através da sua vida, ela sabe transmitir o amor de Deus.
Cada um de nós pode comunicar esta confiança em Cristo. E algo de surpreendente acontece: é transmitindo o mistério da ressurreição de Cristo que nós o podemos compreender cada vez melhor. Este mistério torna-se assim cada vez mais central na nossa vida e pode transformá-la.
Mas como poderemos expressar este mistério? Para os discípulos de Jesus, a sua ressurreição foi uma novidade tão grande que lhes faltavam palavras. E, no entanto, eles ousaram comunicar o indizível: Cristo amou e perdoou até ao extremo; ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (ver o vitral reproduzido aqui); o seu amor foi mais forte do que a morte; ele quebrou o círculo infernal da violência, ressuscitou e, pelo Espírito Santo, continua presente. Aí se encontra a fonte de uma esperança que vai para lá de toda a esperança.
No final da primeira carta que dirige aos crentes de Corinto, Paulo fala da ressurreição com as palavras daqueles que acreditaram antes dele: «Transmiti-vos o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas e depois aos Doze» (1 Coríntios 15,3-5). Como Paulo, também nós nos podemos apoiar na fé dos crentes que nos precederam. Ficando sozinhos, é difícil acreditarmos na ressurreição. É fazendo a experiência da comunhão de todos os crentes, de toda a Igreja, que a nossa fé desabrocha.
Como poderemos, na nossa vida quotidiana, renovar esta comunhão pessoal com o Ressuscitado, que está sempre presente? Quando lemos uma palavra do Evangelho, é o Ressuscitado que encontramos. Na Eucaristia, é o dom da sua vida que recebemos. Quando nos reunimos em seu nome, ele está no meio de nós. E há esse caminho surpreendente onde ele vem ao nosso encontro: ele também está presente naqueles que nos são confiados, sobretudo naqueles que são mais pobres do que nós. Ele próprio disse: «Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me» (Mateus 25,35).
Visitei uma vez os irmãos da nossa comunidade que vivem no nordeste do Brasil. Há muitos anos que eles partilham a vida de um bairro pobre. Acolhem crianças e jovens, entre eles surdos-mudos e cegos. Um desses jovens chamou-me a atenção: era cego e tinha o rosto completamente desfigurado, de uma forma tal que era difícil olhar para ele durante muito tempo. De repente, com uma voz muito segura, aquele cego cantou: «Vejo Deus! Vejo Deus no sorriso de uma criança. Vejo Deus no som das ondas do mar. Vejo Deus na mão que se abre para dar aos pobres…» Ele cantava cheio de vida e de esperança, era como um cântico de ressurreição.
Hoje há cada vez mais pessoas que têm dificuldade em acreditar na ressurreição. Acreditar em Cristo, acreditar na sua presença no mundo, mesmo se é uma presença invisível; acreditar que, através do Espírito Santo, ele habita nos nossos corações é o risco a que a festa da Páscoa nos convida; ousar apoiar-nos nesta presença. Então a ressurreição de Cristo dá um sentido novo à nossa vida e assume uma esperança para o mundo.
Esta esperança é extremamente criadora. Sem ela, o desânimo torna-se numa verdadeira tentação para muitas pessoas, e pode afectar as nossas relações interpessoais, provocar a resignação perante o nosso futuro, o futuro do mundo e até de toda a criação.
Perante o sofrimento, a violência, a exploração, o Evangelho faz jorrar uma fonte de esperança nova. Não deixemos que esta fonte se obstrua. Será que nos podemos deixar tocar pela presença do Ressuscitado, que está ao lado de cada um de nós?
O jornal francês «La Croix» pediu ao irmão Alois para escrever, ao longo do ano 2008-2009, uma meditação para cada grande celebração cristã.